Blog

Deficiente Visual: Os diferentes tipos de deficiência visual, os desdobramentos e as soluções para estas pessoas

29 de junho de 2019
deficiente visual

Antes de mais nada, é interessante definir o conceito de deficiência visual em si. Afinal de contas é uma deficiência cujo os conceitos variam de acordo com o grau presente em cada portador. Isso quer dizer que, as pessoas com deficiência que possuem a visão debilitada se encaixam em diferentes grupos de deficiência visual.

A subdivisão deficiências visuais em grupos foi criada pela medicina a fim de facilitar o diagnóstico de cada pessoa de acordo com o grau de incidência presente. Falarei sobre essa classificação mas adiante.

São consideradas deficientes visuais as pessoas que possuem entre 40% e 60% da visão comprometida por algum motivo. Lembrando que problemas como miopia e astigmatismo não são considerados deficiências. Continue lendo o artigo para saber as saídas encontradas para facilitar a vida de quem é deficiente visual. 

A diferença entre deficiente visual e cego 

Este é um tema que gera bastante dúvida como chamar uma pessoa portadora de deficiência visual? Qual é a nomenclatura correta para cada caso? Eu vou explicar.

Deficiente visual é a pessoa que possui baixa visão ou parte dela comprometida, sendo possível alcançar melhoras por meio de acessórios desenvolvidos para aquela acuidade. Sobretudo bifocais menos ou mais acentuados ou lupas.

Por isso, eu comentei acima que problemas como miopia e astigmatismo não são considerados deficiências devido ao fato de serem problemas corrigíveis por meio de cirurgias, óculos ou com o uso de lentes.

Cega é a pessoa que não enxerga absolutamente nada ou tem a visão tão comprometida a ponto de perder a autonomia necessitando do uso de braille, bengala, cão guia, entre outros suportes.

Deficiente Visual: Os diferentes tipos de deficiência visual, os desdobramentos e as soluções para estas pessoas 1
Classes de Acuidade Visual

Celular para deficiente visual

A sociedade em geral por ignorância ou mesmo esquecimento, acha que pessoas cegas ou deficientes visuais, não conseguem utilizar o celular. 

Tanto é que uma foto de uma pessoa portadora de uma bengala olhando para o celular viralizou na internet e foi bombardeada com comentários maldosos como se a pessoa estivesse se fingindo de cega.

O que muitas pessoas esquecem é que a tecnologia está aí para isso, ajudar essas pessoas a levarem uma “vida normal”.  O mercado está cheio desse tipo de tecnologia. O próprio mecanismo de pesquisa por voz do Google serve também para isso e não só apenas para quem tem preguiça de digitar.  

A  mesma voz do GPS que fala com você no carro, quando você não pode olhar para o telefone, também ajuda uma pessoa com deficiência visual por exemplo.

Os telefones estão cada vez mais repletos de tecnologias que facilitam a acessibilidade. Cada vez mais se utiliza dispositivos de controle por voz. Além também, de ser possível utilizar óculos inteligentes que são integrados as câmeras dos smartphones para que a pessoa possa conseguir enxergar algumas coisas.

Esta é uma questão que cabe a conscientização para educar e informar as pessoas quanto a esse tipo de tecnologia para ajuda e acessibilidade.

Como indicar ao deficiente visual que existe algum obstáculo aéreo

O deficiente visual ou cego não sofre apenas com incidência de buracos, móveis ou quinas. O problema se agrava ainda mais quando existe algum obstáculo aéreo como placas, postes, galhos ou qualquer outro acima do tórax.

Para isso, estudantes desenvolveram uma espécie de bengala que vibra ao encontrar alguns desses obstáculos. Se trata de uma bengala especial que possui um dispositivo que vibra a uma distância a partir de 3 metros do deficiente.

Podendo ser integrado a uma bengala comum, o dispositivo faz com que a bengala vibre tanto na parte superior quanto inferior, dependendo do tipo de obstáculos encontrados. Garantindo assim maior autonomia aos deficientes.

O objeto foi desenvolvido na Faculdade de Tecnologia de Garça/SP por estudantes que garantem que basta unir dispositivos já encontrados no mercado para criar este dispositivo único para bengalas.  O valor desse dispositivo pronto fora do país em torno de R$ 3.000. Mas aqui no Brasil é possível construí-lo a partir de R$ 500.

Piso para deficiente visual

O piso tátil também possui extrema importância para a locomoção do deficiente visual. É possível encontrá-lo em locais públicos e calçadas principalmente. A utilização do piso tátil  é prevista na NBR 9050, a Norma Brasileira Oficial sobre Acessibilidade.

Entre as exigências da NBR 9050 o piso deve conter uma cor que contraste com a cor do piso original do local para que pessoas de baixa visão possam detectá-lo sem maiores dificuldades. São basicamente dois tipos de piso tátil:

Piso tátil direcional: para indicar a existência  de obstáculos como degraus, escadas e o meio fio de calçadas.

Piso tátil de alerta: para indicar a presença de obstáculos como árvores, postes e pontos de ônibus.

Para ambos, a NBR 9050 exige que a largura seja de 25 cm. Entretanto, recomenda-se que seja de 40 a 60 cm para que haja maior facilidade de serem identificados.

O piso tátil pode ser confeccionado em materiais como Borracha inox e porcelanato. tudo depende do objetivo do local principalmente quanto a sua durabilidade. 

O que achou desse artigo? Se você gostou, deixe um comentário e compartilhe com seus amigos nas redes sociais!

Compartilhe este artigo!

0Shares

Artigos Relacionados

Nenhum Comentário

Deixe um Comentário