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Projeto original da Austrália realizado na EEFFTO promove a inclusão de crianças e adolescentes com Paralisia Cerebral e Autismo na prática de esportes

Por: Criislândia Silva

O Projeto Sports Stars Brasil, traduzido para o português como Estrelas do Esporte, foi criado originalmente na Austrália em meados de 2017/2018 e chegou ao país com o objetivo de colaborar no desenvolvimento de habilidades motoras em crianças e adolescentes com idade entre 6 e 18 anos, portadoras de Paralisia Cerebral (PC) e Transtorno do Espectro Autista (TEA), por meio da prática de atividades esportivas adaptadas e realizadas em grupo. A iniciativa conta com o apoio da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO) da UFMG, para sua implementação na cidade de Belo Horizonte.

O professor Hércules Ribeiro Leite, docente do Departamento de Fisioterapia da EEFFTO e coordenador do projeto, contou como surgiu o desejo de ofertar essa oportunidade para a população brasileira:

“O Sports Stars teve a sua origem na Austrália e o desejo de implementar este projeto para a população brasileira surgiu após vermos os resultados positivos deste projeto na participação em atividades físicas, melhora nas habilidades motoras e na alfabetização física das crianças com Paralisia Cerebral australianas”, disse.

O Sports Stars Brasil funciona como uma ponte entre os serviços de saúde convencionais e a prática esportiva de crianças e adolescentes com Paralisia Cerebral e Transtorno do Espectro Autista. Dentro do contexto brasileiro foram escolhidos os esportes mais conhecidos pela nossa população. São eles: futebol, handebol, basquete e atletismo. A partir disso, uma equipe de profissionais da Educação Física, da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional atua em conjunto, buscando adequar as atividades a serem realizadas de acordo com a necessidade dos grupos participantes para proporcionar o desenvolvimento não só de habilidades físicas, mas também de questões sociais, cognitivas e psicológicas.

EEFFTO
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A imagem mostra alunos em uma quadra praticando atividades físicas voltados para uma cesta de basquete.

O coordenador do projeto explicou, ainda, a forma como o trabalho dos profissionais envolvidos ocorre:

“No início do programa, os familiares e os participantes traçam objetivos específicos relacionados à participação em atividades físicas e atividades motoras. Ao final do programa os profissionais avaliam junto aos participantes se estes objetivos foram atingidos e como os participantes podem seguir participando de atividades físicas na comunidade. Além disso, são administrados diferentes testes e questionários pré e pós projeto para avaliar criteriosamente o que o participante desenvolveu durante a intervenção”, relatou. 

Durante a pandemia de COVID-19 o Sports Stars Brasil teve suas atividades adaptadas ao formato remoto. O docente comentou também sobre a relevância do projeto no cenário causado pelo isolamento social:

“Durante o período de isolamento do COVID-19, houve uma grande ansiedade dos pais quanto ao início do projeto. Havia uma fila de espera de crianças e adolescentes que aguardavam o início das atividades presenciais. Portanto, durante este período, os alunos do projeto ofertaram para os participantes atividades online, com o objetivo de melhorar o nível de atividade física dos participantes que estavam completamente sedentários devido ao isolamento social”, descreveu. 

Hércules Leite destacou, ainda, o impacto do projeto na melhoria da qualidade de vida e saúde  dos participantes:

“Através deste projeto, os participantes e seus familiares são capazes de enxergar suas competências físicas e serem inseridos em serviços de esportes adaptados na comunidade. Além disso, o projeto capacitou os profissionais e acadêmicos no que se concerne a avaliação e intervenções centradas no esporte para crianças e adolescentes”, enfatizou.

Texto publicado em 24/02/2022 http://www.eeffto.ufmg.br/eeffto/noticias/4783/

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